Por que tão caótico
o terror de terminar
se teus ouvidos
eram somente
aluguel de minhas injúrias?
Pra quê penar por ti,
nesse medo de se dar,
se temer foi impedir
o que mal começamos?
Por existir e estar
propenso a viver,
suspenso no ar,
suplantei meu mal
pra falar a mais,
pra talvez cobrir
o que falavas de menos.
Por repetir
todas as frases que quis
e olhar teu vício latente
ora contente a refletir
o que te dizia,
ora inseguro com os desejos
e sentidos que eu declarava.
Por suportar o se
e suar num porém,
sacrificamos o que é
e o que possível seria,
num detrito de dúvida
a duvidar da liberdade
indulgente dos dias.
Pra quê fazer disso um tanto,
se um reles envolvimento
demandaria bem menos
e nos daria bem mais?
Pena, então,
perceber
que existir e ser
apenas,
nunca será
o suficiente.
Esquadrinhando
Há 5 anos
3 comentários:
tas cada vez mais se deixando ser transparente.
muito bom, bernardo!
eu ja tava com saudade de berenice!!
vc mantem o nivel sempre!! adorei =)
Nunca, nunca é suficiente!
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